Reservas online fazem disparar cibercrime na África do Sul

Em África estão a aumentar os ataques de phishing através dos quais os criminosos tentam roubar informações bancárias confidenciais destinadas a permitir-lhes desviar dinheiro das contas das vítimas. E é no meio deste cenário que a África do Sul se prepara para receber o Campeonato do Mundo de Futebol em Junho deste ano, para o qual milhões de pessoas estão a fazer reservas online de bilhetes para os jogos e alojamento.

A África do Sul é o segundo maior mercado de telecomunicações do continente africano, em termos de investimento e assinaturas, enquanto a Nigéria, o maior mercado, ocupa o terceiro lugar no ranking mundial do cibercrime.

O crime informático na região cresceu ainda mais depois da implementação, no ano passado, dos cabos internacionais Seacom e Teams, responsáveis pelo decréscimo nos custos da banda larga e da conectividade Internet no continente.

A região de África está a registar uma explosão na utilização de serviços financeiros móveis, com os operadores de comunicações móveis a apostarem neste tipo de oferta para chegar à população que não possui conta bancária. Este fenómeno levou ao aumento dos ataques de phishing junto de clientes desprevenidos, numa tentativa de os enganar e conduzir a sites fraudulentos para obter os seus dados de acesso.

O problema torna-se mais grave pelo facto de muito poucos países africanos possuírem molduras legais que penalizam actos de cibercrime, ou conhecimentos e equipamentos necessários para combater este tipo de criminalidade. A Zâmbia, por exemplo, tem uma legislação em vigor que prevê uma moldura penal de 25 anos de prisão para hackers condenados, mas o país não possui quaisquer equipamentos e infra-estrutura organizacional que lhe permita combater o cibercrime.

“O problema é que, neste momento, muita gente está a comprar online os bilhetes para os jogos do mundial. Numa tentativa de conseguirem esses bilhetes, muitos acabam nas malhas dos criminosos, indo parar a sites fraudulentos onde se fazer promoções fictícias para entrar no evento desportivo”, conta Walter Tapfumanei, responsável de comunicação da Africa Agency for ICT Development.

Os criminosos estão também a recorrer ao envio massivo de SMS e emails para se fazerem passar por representantes da organização do mundial, dizendo à potencial vítima que esta ganhou um bilhete para o campeonato do mundo, convidando-o a encontrar-se com falsos elementos da organização da FIFA.

Fonte: ComputerWorld Portugal

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